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ontem o terra publicou uma entrevista com andré fischer falando sobre a parada, e talz. bom, eu nunca tive contato com ele e tenho um certo ranço por todo o pessoal do mix brasil. no ano passado, mandei alguns e-mails para o staff deste tão conceituado site gay contando o infame incidente de quando eu e carlos fomos "advertidos" no habib's da augusta por termos nos beijado e ninguém ao menos se deu ao trabalho de responder ao e-mail - diferente dos demais veículos para os quais enviamos a mesma mensagem.
enfim, de qualquer forma consegui me identificar com ele em algumas questões expostas na entrevista. por exemplo, o fato da parada gay ter perdido seu aspecto militante e ter se transformado em um verdadeiro espetáculo de excentricidades para hetero ver. tem gente que acredita que a parada não perdeu este tal aspecto militante e, levando mais de 2 milhões de pessoas à avenida paulista, pelo menos garante ao gay a "visibilidade". tá. será que é assim mesmo? eu, por exemplo, não freqüento e nunca freqüentei a parada para manifestar o "orgulho de ser gay", e sim para encontrar amigos e me divertir. assim como muita gente que nem gay é e aparece lá só por causa da festa. será que, ao invés de um instrumento para conquistar a tão sonhada cidadania para o homossexual, o evento não está virando mais um pão-e-circo para entreter o povo e fazê-lo esquecer de tais questões? tipo, "dê aos gays a parada, e eles não vão nos importunar mais".
outro ponto legal é quando fischer afirma que o gay precisa parar de assumir o papel de vítima. concordo. acredito que, hoje, o gay não é mais visto como um monstro, mas ainda sofre o mesmo preconceito que um negro, um nordestino, uma mulher. e a resposta para isso é reagir, e não calar-se, esconder-se com medo.
e, por fim, andré corrobora com uma teoria que tenho há muuuito tempo:
Terra: E os casos de violência contra gays que já ocorreram durante a parada?
Fischer: Não existem brigas em lugares gays. A verdade é que ocorre briga na parada por causa dos heterossexuais. Não estou exagerando. Lugar com heterossexual tem sim confusão. Essa é verdade. Não havia violência quando a parada era uma festa exclusiva da comunidade gay. Não tem como controlar a violência. Está mais ligada ao tamanho do evento e não ao caráter dele. Em qualquer festa popular acontece isso.
eu sempre disse isso. nunca vi uma briga em boate gay. a não ser quando A Loca passou a ser freqüentada por uma maioria hetero no domingo...
bom, quem quiser ler a entrevista na íntegra, tá aqui.
enfim, de qualquer forma consegui me identificar com ele em algumas questões expostas na entrevista. por exemplo, o fato da parada gay ter perdido seu aspecto militante e ter se transformado em um verdadeiro espetáculo de excentricidades para hetero ver. tem gente que acredita que a parada não perdeu este tal aspecto militante e, levando mais de 2 milhões de pessoas à avenida paulista, pelo menos garante ao gay a "visibilidade". tá. será que é assim mesmo? eu, por exemplo, não freqüento e nunca freqüentei a parada para manifestar o "orgulho de ser gay", e sim para encontrar amigos e me divertir. assim como muita gente que nem gay é e aparece lá só por causa da festa. será que, ao invés de um instrumento para conquistar a tão sonhada cidadania para o homossexual, o evento não está virando mais um pão-e-circo para entreter o povo e fazê-lo esquecer de tais questões? tipo, "dê aos gays a parada, e eles não vão nos importunar mais".
outro ponto legal é quando fischer afirma que o gay precisa parar de assumir o papel de vítima. concordo. acredito que, hoje, o gay não é mais visto como um monstro, mas ainda sofre o mesmo preconceito que um negro, um nordestino, uma mulher. e a resposta para isso é reagir, e não calar-se, esconder-se com medo.
e, por fim, andré corrobora com uma teoria que tenho há muuuito tempo:
Terra: E os casos de violência contra gays que já ocorreram durante a parada?
Fischer: Não existem brigas em lugares gays. A verdade é que ocorre briga na parada por causa dos heterossexuais. Não estou exagerando. Lugar com heterossexual tem sim confusão. Essa é verdade. Não havia violência quando a parada era uma festa exclusiva da comunidade gay. Não tem como controlar a violência. Está mais ligada ao tamanho do evento e não ao caráter dele. Em qualquer festa popular acontece isso.
eu sempre disse isso. nunca vi uma briga em boate gay. a não ser quando A Loca passou a ser freqüentada por uma maioria hetero no domingo...
bom, quem quiser ler a entrevista na íntegra, tá aqui.


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