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esses dias eu baixei* os dois novos álbuns de duas bandas extremamente importantes pra mim: rush e dream theater. apesar de serem bandas que não tenho ouvido com muita freqüência nos últimos tempos, são dois dos principais pilares da minha formação musical.
o rush surgiu pra mim entre 1993 e 94, época do lançamento do álbum counterparts. para quem já ouvia muito led zeppelin, deep purple e black sabbath, foi fácil se apaixonar pelos canadenses. quando comecei a procurar a obra anterior da banda - na época em que eu comprava cds compulsivamente, completei a discografia do led zeppelin e quase toda do rush em cerca de um ano - descobri que o rush me acrescentava algo que as outras bandas não tinham: o som rebuscado e muito técnico. nunca classifiquei o rush como uma banda de hard rock, pois eles são mais que isso. e muito menos banda de progressivo, pois eles não são tão viajantes assim. mas a quantidade de peças de bateria e percussão de neil peart, as centenas de timbres da guitarra de alex lifeson, as linhas de baixo trabalhadas alternadas com frases no mini-moog de geddy lee me deixaram fascinado. o show deles em 2002 foi algo maravilhoso, me deixou muito feliz.
mas acho que chega. o rush é uma daquelas bandas que deveriam ter parado há anos, ou então desistido de fazer algo novo e assumido que preferem viver de turnês relembrando os "anos dourados" - o dvd do show de aniversário de 30 anos é simplesmente memorável, e o melhor testamento possível. achei o álbum novo, snakes & arrows, fraquíssimo. muita gente tem dito que a sonoridade dele lembra os clássicos da primeira metade dos anos 70. tirando as três faixas intrumentais, o resto é bem chatinho. pena.
já o dream theater foi influência de colegas de colégio em 1995. na época eu ainda gostava de alguma coisa de metal, e foi a mistura deste estilo com o "progressivo" que me chamou a atenção - o tal do "metal melódico". depois percebi que o dt não tem nada de metal, pois eles não são idiotas, e nem de melódico, pois eles não são chatos. os solos intermináveis do guitarrista john petrucci rivalizando com os do tecladista jordan ruddess em músicas que às vezes ultrapassam 30 minutos (como "the ministry of lost souls" do disco novo) podem me contradizer, mas o dt tem algo a mais que só o verdadeiro fã enxerga: coesão. isso justifica o fato dela ser a única "banda de metal" (muitas aspas aí) que eu ainda ouço, certo?
o disco novo, systematic chaos, mostra que a banda, depois de vinte anos, ainda tem o que mais me cativa neles: criatividade e originalidade. conseguem fazer cada álbum soar diferente, com uma tônica especial. e a diferença entre eles e o rush é que eu iria num show do dt de novo... (fui aos dois shows que a banda fez em são paulo num belo final de semana de dezembro de 2005).
*acabei me empolgando e baixei o último álbum ao vivo do dt, score, comemoração aos 20 anos da banda, e a versão deles ao vivo de the dark side of the moon do pink floyd. adoro bootlegs do dt, eles sempre parecem mais "humanos". incríveis os erros em "money"!)
o rush surgiu pra mim entre 1993 e 94, época do lançamento do álbum counterparts. para quem já ouvia muito led zeppelin, deep purple e black sabbath, foi fácil se apaixonar pelos canadenses. quando comecei a procurar a obra anterior da banda - na época em que eu comprava cds compulsivamente, completei a discografia do led zeppelin e quase toda do rush em cerca de um ano - descobri que o rush me acrescentava algo que as outras bandas não tinham: o som rebuscado e muito técnico. nunca classifiquei o rush como uma banda de hard rock, pois eles são mais que isso. e muito menos banda de progressivo, pois eles não são tão viajantes assim. mas a quantidade de peças de bateria e percussão de neil peart, as centenas de timbres da guitarra de alex lifeson, as linhas de baixo trabalhadas alternadas com frases no mini-moog de geddy lee me deixaram fascinado. o show deles em 2002 foi algo maravilhoso, me deixou muito feliz.
mas acho que chega. o rush é uma daquelas bandas que deveriam ter parado há anos, ou então desistido de fazer algo novo e assumido que preferem viver de turnês relembrando os "anos dourados" - o dvd do show de aniversário de 30 anos é simplesmente memorável, e o melhor testamento possível. achei o álbum novo, snakes & arrows, fraquíssimo. muita gente tem dito que a sonoridade dele lembra os clássicos da primeira metade dos anos 70. tirando as três faixas intrumentais, o resto é bem chatinho. pena.
já o dream theater foi influência de colegas de colégio em 1995. na época eu ainda gostava de alguma coisa de metal, e foi a mistura deste estilo com o "progressivo" que me chamou a atenção - o tal do "metal melódico". depois percebi que o dt não tem nada de metal, pois eles não são idiotas, e nem de melódico, pois eles não são chatos. os solos intermináveis do guitarrista john petrucci rivalizando com os do tecladista jordan ruddess em músicas que às vezes ultrapassam 30 minutos (como "the ministry of lost souls" do disco novo) podem me contradizer, mas o dt tem algo a mais que só o verdadeiro fã enxerga: coesão. isso justifica o fato dela ser a única "banda de metal" (muitas aspas aí) que eu ainda ouço, certo?
o disco novo, systematic chaos, mostra que a banda, depois de vinte anos, ainda tem o que mais me cativa neles: criatividade e originalidade. conseguem fazer cada álbum soar diferente, com uma tônica especial. e a diferença entre eles e o rush é que eu iria num show do dt de novo... (fui aos dois shows que a banda fez em são paulo num belo final de semana de dezembro de 2005).
*acabei me empolgando e baixei o último álbum ao vivo do dt, score, comemoração aos 20 anos da banda, e a versão deles ao vivo de the dark side of the moon do pink floyd. adoro bootlegs do dt, eles sempre parecem mais "humanos". incríveis os erros em "money"!)


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