sábado, outubro 20, 2007

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31a mostra internacional de cinema de são paulo - filme # 1: longe dela

minha primeira escolha para assistir na mostra me chamou a atenção por ser dirigido por sarah polley - do lindo minha vida sem mim, e pela sinopse. depois descobri que foi indicado a altos prêmios em festivais de cinema internacionais, ganhando vários. enfim. longe dela (away from her, 2007) conta a história de grant (gordon pinsent), que se vê na difícil situação de assistir à degeneração mental de sua bela esposa fiona (julie christie), vítima de alzheimer. fiona era daquelas mulheres que encantam a qualquer um com sua sagacidade e, como diz grant, tinha "uma fagulha dos olhos". apesar de formarem um belo casal de idosos - daquele que todo mundo espera ser daqui a X anos, fica claro no meio do filme que, antes de sua aposentadoria, grant havia pulado a cerca algumas vezes com alunas. enfim, o casal decide que fiona será internada em uma clínica especializada no tratamento da doença, mas, conforme regimento interno, grant deve ficar 30 dias afastado. no primeiro dia em que a visita, fica arrasado ao descobrir que fiona não se lembra mais dele e, além de tudo, transferiu seu amor para aubrey, outro interno da clínica - situação comum entre pacientes com o mesmo mal, segundo a enfermeira-chefe, que dá a grant o melhor dos conselhos: nunca é tarde demais para ser o que você poderia ter sido. quando a esposa de aubrey, marian (olympia dukakis), o leva embora da clínica e fiona cai em depressão, grant percebe que a única maneira de ajudar sua esposa é renunciar à reciprocidade de seu amor. quer coisa mais terrível? a questão é: grant estava disposto a se sacrificar por amor, como fiona já havia feito tantas vezes nestes 44 anos de convivência? e no fim ele cede, não sem antes ganhar um último presente: um lapso de consciência de sua esposa, que o abraça e agradece por tudo. com "harvest moon" do neil young na trilha, ainda por cima, não tem ser humano que resista ao choro. sarah polley mostra que nasceu pra direção: apesar da narrativa não ser linear, nada se perde ou se spoila, pecados cometidos por 9 entre 10 diretores que optam por esse tipo de condução. além de tudo, ela mostra conhecimento de causa, já que sua mãe padeceu do mesmo mal, mas sem cair na auto indulgência. dei nota 5 (excelente) ao sair da sala.

1 Comments:

Anonymous Anônimo said...

amo tanto a sarah polley.

9:36 PM  

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