domingo, dezembro 30, 2007

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top ten 2007 #2. discos

quem me conhece há algum tempinho sabe que eu não daquela pessoa afoita por novidades que sai baixando loucamente tudo de novo que é lançado e que (coloque aqui seu site/revista de música preferido) disse que é bom. eu sinceramente não entendo como alguém pode ouvir de verdade uns 100 álbuns no ano e depois ainda ter discernimento pra fazer uma lista com os melhores! mas quem tá falando é uma pessoa que passou 2007 ouvindo manic street preachers, the who e beatles o tempo todo, sei lá... ainda assim, segue minha lista de disquinhos que achei interessantes.

10. feist : the reminder - mais uma garota de bela voz. tudo bem que ela é canadense, mas a música é boa. folk moderninho para ouvir no escuro ("i'm sorry") ou na pistinha ("i feel it all").

9. the rosebuds : night of the furies - banda que começou rockeirinha e agora se aventura pelo terreno arriscado do electro rock. mas se dão bem. "cemetery lawns" é o destaque.

8. architecture in helsinki : places like this - coletivo australiano que faz músicas divertidas com instrumentos inusitados como furadeiras elétricas. "nothing's wrong" é um belo exemplo, seguida de "hold music".

7. the battles : mirrored - alguém tinha que mostrar que ainda dá pra ser criativo em pleno 2007, né? a banda fugiu das fórmulas desgastadas que todo mundo insistiu em seguir esse ano e fez um belo álbum esquizo-instrumental. "atlas" é o melhor momento.

6. manic street preachers : send away the tigers - o grande mérito deste álbum é ter redimido-os da melequeira que foi o penúltimo disco. pode não ser grande coisa, mas é sempre bom ouvir músicas novas de uma das suas bandas preferidas, certo? o dueto com nina persson é legal, mas recentemente cheguei à conclusão que a melhor do disco é a faixa-título.

5. tori amos : american doll posse - tori voltou à ativa e fez um álbum conceitual interessante, escrito a oito mãos (todas dela). os fãs xiitas negam que o retorno das guitarras seja o melhor deste disco, mas é. sem contar que tori deixou de lado o puritanismo materno que a impedia de escrever coisas como "teenage hustling" e "you can bring your dog". a única crítica é a mesma feita aos dois últimos álbuns: por que tão looooongo?

4. silverchair : young modern - sei que estou dando a cara a tapa nessa escolha, mas fazia tempo que eu não ouvia um disco que mostrasse um salto criativo tão grande de uma banda que sempre foi considerada mediana - ou melhor, meia boca. indicação curiosa de uma amiga ("tô falando sério, é bom mesmo!") que baixei e ouvi e ouvi e ouvi durante muito tempo. belo trabalho instrumental e letras concisas, como na suíte "those thieving birds part 1 / strange behaviour / those thieving birds part 2". claro que os moderninhos de plantão não ouviram e a obra vai cair no esquecimento, mas enfim.

3. the long blondes : someone to drive you home - sei que vai aparecer algum chato falando que esse disco é de 2006, mas ele só saiu nos eua em junho desse ano e eu sou americano (a loka). não, sério, não dava pra deixar de fora o disco que é tudo que os chatos da new rave sempre quiseram fazer. debbie harry deve estar orgulhosa de suas pupilas. além dos singles, o disco tem "pérolas" como "separated by motorways" e "you could have both".

2. arcade fire : neon bible - mais uma bela banda que passa pelo teste do segundo álbum. os canadenses (de novo eles) conseguiram fazer um disco tão lindo ou até mais que funeral. um grande sinal da evolução é a nova versão de "no cars go", música do ep de estréia, e que pra mim é o melhor momento de neon bible, ao lado de "intervention" e "my body is a cage". daria tudo pra ver um show deles de novo!

1. radiohead : in rainbows - não tem jeito: thom yorke e sua trupe abocanharam de novo. praticamente toda lista que vi coloca in rainbows pelo menos no top 5. incrível como o radiohead consegue não se repetir mas ainda assim criar um conjunto de músicas com sua cara. em in rainbows, os experimentalismos que marcaram hail to the thief (lembram de "myxomatosys"?) dá lugar a instrumentos acústicos, arranjos orquestrais e a voz de yorke muitas vezes funcionando como instrumento ("nude"). e nem vamos comentar do jogo de marketing de deixar o fã pagar o quanto quiser pelo download? genial! faixas que destaco: "jigsaw falling into places", "weird fishes/arpeggi", "reckoner".

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